Tempos modernos e karl marx

Ensaios

TEMPOS MODERNOS E O MARXISMO Diversos aspectos da teoria de Karl Marx aparecem no filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, como forma de critica do autor ao moderno pensamento da sociedade industrial, com a marginalização exacerbada do operariado e com a Implantação de máquinas no meio industrial, além da substituição da mão-de- obra dos operários pela modernização da linha de produção, mostrando de certa forma o trabalho dos operários contínuo e mecanico.

Refém da burguesia, o proletariado passa a vender a sua força de trabalho. O personagem principal se sujeita a um serviço estressante e repetiti apital. A utilização d com o intuito de ven espécie humana foi d único bem que o tra OF8 p omo fonte de e exclusivamente daria, ou seja, a alismo. Para Marx, o não ser proprietário de meios de produção é a sua força de trabalho, a sua capacidade de trabalhar, sendo por isso que o trabalhador é obrigado a vender sua força de trabalho ao capital.

O filme “Tempos Modernos” revela a relação do trabalhador (proletariado) e seu dominador (burguesia), e que entra em cena na história mundial deste acontecimento a pessoa Karl Marx, um grande pensador e estudioso, que com sua teoria marxista xplica e revela à sociedade a condição a qual estava exposta e meios de como acabar com um sistema dominante c Swige to víew next page chamado capitalismo, uma revolução social que batia de frente com a exploração sofrida pelo trabalhador, que era disciplinado e alienado para o trabalho escravo, dedicar sua vida para gerar lucro para uma minoria da sociedade que dominava a “massa” humana.

O filme de Charles Chaplin traz uma série de críticas referentes ao tratamento à classe trabalhadora e aos burgueses. Cargas horárias extensas, compromisso de estarem produzindo mais e ais, além das condições subumanas em que se encontravam. A luta por melhores salários (que eram baixos), por melhores condições de trabalho (os recintos eram imundos, as máquinas de manuseio perigoso etc. e por uma carga horária menor, sempre foram uma constante, desde os tempos da Revolução Industrial. Mas a crítica de Chaplin no filme é com relação a essa exploração, que, nas idéias socialistas, se traduziria, por exemplo, num caso em que um operário trabalha muito para fabricar um automóvel ou eletrodoméstico, mas com o dinheiro que ele, om o suor do seu rosto, ganha no mês, nem poderá comprar o mesmo.

Assim, vê-se que a critica ao modo capitalista nesse fato de justifica “Tempos Modernos” é uma critica principalmente ao modelo de industria capitalista, onde o operário é engolido pelo capitalismo, com sua produção mecanizada, hierarquizada e disciplinada, que age com o auxílio das novas linhas de produção, nos mostra com maestria os efeitos que o desenvolvimento capitalista e seu processo de industrialização trouxeram à classe trabalhadora. Como diz o texto de capitalista e seu processo de industrialização trouxeram à classe rabalhadora.

Como diz o texto de introdução do filme, “Tempos modernos’ é uma história sobre a indústria, a iniciativa privada e a humanidade em busca da felicidade”. O uso das máquinas e a substituição da mão-de-obra operária também são aspectos marcantes. No “controle geral” da produção, um unico trabalhador presta o serviço diretamente para o seu patrão, operando um enorme maquinário que influencia toda a linha de produção da fábrica representada. Essa é uma marca da desvalorização do trabalho, da mão-de-obra.

Neste filme, Chaplin discorre sobre a sociedade industrial, o ordismo, o trabalho alienado e o processo de “coisificação” do ser humano, amparado pela obra do sociólogo alemão Karl Marx. A inadequação de Carlitos com o trabalho alienado perpassa o tempo todo do filme. Na condição de operário ele tenta se adaptar, se esforça para Inserir-se naquele novo mundo de produção em massa, máquinas gigantescas, exploração do trabalho, mas também de greves e de organização sindical.

Esta inadequação fica presente logo no início do filme, quando um bando de ovelhas brancas é mostrado e apenas uma delas tem a cor preta, certamente esta representa o próprio Carlitos. A cena do bando de ovelhas é misturada com a cena dos operários entrando na fábrica, como se fossem animais indo para o abate, só que, na verdade, vão para a produção na fábrica. O primeiro momento do filme começa com a questão do tempo, onde um imenso relógio na f 3 fábrica. nde um imenso relógio na fábrica, representado na trama, o controle na produção industrial organizada, disciplinada e voltada para a produção intensa, junto também as divisões da linha de produção, que agem diretamente no psicológico dos trabalhadores. Em seguida somos apresentados ao ambiente de trabalho: uma inha de produção. O trabalho ali consiste tão somente em apertar parafusos. Podemos notar a influência marxista nesse filme: o trabalho é mostrado como algo mecânico, alienante, desprovido de qualquer sentido ou liberdade criativa.

Os trabalhadores nem sequer sabem o que aquela linha de montagem fabrica. Sua função é apenas apertar parafusos. Ou seja: não há qualquer sentido, qualquer prazer naquele trabalho. O trabalho, que segundo Marx deveria ser fonte de realização para os seres humanos, transforma-se em uma atividade alienante, tediosa, penosa. Outros exemplos da visão marxista ue Chaplin expressa nesse filme, podem ser vistos em cenas como a que o empregado passa a apertar os botões das roupas das pessoas, da mesma forma como aperta os parafusos na linha de montagem.

Seu trabalho é tão mecânico, tão impassível de questionamento ou criatividade, que o trabalhador torna-se uma simples máquina, incapaz de discernir, incapaz de pensar. A contradição capital-trabalho também está presente de forma clara no filme. O patrão fica numa sala armando quebra-cabeças e lendo jornal, ao mesmo tempo em que de um monitor cont 4DF8 fica numa sala armando quebra-cabeças e lendo jornal, ao esmo tempo em que de um monitor controla todos os movimentos dos operários e dita o ritmo de produção a ser executado.

Carlitos (personagem principal da trama) passa longas horas desempenhando uma mesma tarefa na linha de produção, assim se depara com a esteira de produção que aumenta o ritmo de produção a todo instante, tornando a relação homem-máquina extremamente conflituosa, Reproduzindo essa cena, podemos perceber que a inadaptabilidade de Chaplin ao ritmo da esteira simboliza a submissão do homem ao ritmo imposto pela máquina.

Ao mesmo tempo, no momento em que ele sai do mbiente de trabalho reproduzindo o mesmo movimento realizado na esteira fabril, mostra como a especialização do trabalho impõe uma repetição que anula completamente o significado do trabalho em sua vida. Em outros termos, o homem se transforma em uma mera extensão da máquina. Assim, no decorrer dessa cena, o empregado persegue uma mulher, disposto a apertar os botões de sua roupa. Ela, fugindo, encontra um policial, que passa a perseguir o empregado. Ele, ao tentar fugir, busca abrigo na fábrica em que trabalha.

Mesmo em fuga, ao passar pelo relógio de ponto, ele não deixa de bater o artão. Nenhuma emoção humana é mais forte do que as rígidas e mecânicas normas do trabalho. Ou seja: antes que um homem, o trabalhador é uma máquina, restrita a condutas, códigos e horários pré-estabelecidos. Podemos perceber o quanto se buscava de inovações para que os tra S pré-estabelecidos. os trabalhadores mais produzissem sem menor perda de tempo. No filme de Chaplin essa crítica de materializa com o aparecimento de uma engenhoca que fosse usada pelos operários para suas.

Com aquela espécie de inovação, que mais deu problemas do que soluções pode-se perceber a preocupação os senhores proprietários dessas empresas e fábricas em diminuir o tempo do almoço e utilizar o tempo economizado para que os trabalhadores imediatamente voltassem ao trabalho, com a responsabilidade de aumentarem a produtividade. A tentativa de uma empresa em vender uma máquina de “alimentação rápida” para o dono da fábrica também apresenta outro fator marcante da obra de Marx que fala sobre o crescente emprego das máquinas e como isso afeta os custos do empregador sobre o trabalhador.

Um operário que tem seu tempo de alimentação reduzido, certamente produziria muito mais com seu tempo livre maior. E, claro, a forma de conseguir esse tempo de sobra do proletariado envolve também a inserção de um maquinário, de acordo com o pensamento moderno de industrialização. Esta parte mostra de forma convicta que o trabalhador nao precisa parar de produzir para almoçar, ele almoça trabalhando, Karl Marx, a mais de 150 anos atrás preveu que o capitalismo faria exatamente isso com os trabalhadores trabalhar mais, uma jornada de trabalho maior e a diminuição das relações humanas.

Para Marx era importante trabalhar para se relacionar com outr a diminuição das relações humanas. Para Marx era importante trabalhar para se relacionar com outras pessoas, e ele viu que o capitalismo acabaria com isso. E no filme (não vi todo – desculpe) mostra que o trabalhador nao pode parar de produzir, não tem tempo para se relacionar. Nessa nova configuração, o trabalhador fabril não tinha mais noção de quanto era o valor da riqueza produzida por sua força de trabalho.

Segundo a teoria dos pensadores Karl Marx e Friendrich Engels, o operário recebia um salário que era insignificante se comparado ao valor da riqueza produzida por ele ao longo de um único mês de trabalho. Dessa forma, estava necessariamente submetido a uma lógica de exploração sistematica, ou seja, o operário desconhecia o valor do seu trabalho no momento em que desempenhava uma função isolada do processo global de fabricação de um determinado bem material.

Com isso, ele não sabia quantificar em dinheiro o valor que sua contribuição influía na concepção de uma mercadoria industrializada. Naquele período, tinha-se a preocupação, por parte dos proprietários, de sempre buscarem inovações. Seria, nesse momento, uma gota d’água para que o homem fosse substituído or máquinas. Máquinas essas que teriam que ser controladas por uma mão-de-obra específica, mais qualificada, fazendo com que muitos trabalhadores, que antes usavam a força e velocidade dos movimentos das mãos, fossem dispensados.

Em tempos atuais, essa mudança está quase que promovendo uma revolução, em que, quem não for qualificado tempos atuais, essa mudança está quase que promovendo uma revolução, em que, quem não for qualificado o suficiente para trabalhar em um computador, ficará de fora do mercado de trabalho, uma vez que sem esse requisito, que se equipara ao ato de saber ler e escrever, tais indivíduos seriam considerados analfabetos, estariam excluídos das possibilidades de trabalho que hoje se manifestam.

Em resumo, “Tempos Modernos” aborda um amplo contexto exposto na obra de Karl Marx e Friedrich Engels de uma forma multo sutil e clara, até mesmo com um toque de humor, apesar da seriedade do assunto. Basicamente, fala sobre a desvalorização da mão-de-obra operária e a inserção de máquinas na linha de produção, pensamentos modernos da sociedade industrial. Mesmo sendo bastante cômicas as situações encenadas em Tempos Modernos”, podemos ver que o riso provocado no filme está atrelado a uma forte e consciente mensagem que desafiou a lógica do trabalho industrial.

Enfim, um filme que critica os modos de produção capitalistas, a ambição dos burgueses e, principalmente, as condições de trabalho em que se encontravam esses trabalhadores. Esses problemas passados ainda, em parte, se manifestam: no Brasil ainda se tem o trabalho escravo escondido por aí, ainda têm empresas em que os superiores usam e abusam do lucro retirado em detrimento dos funcionários e ainda convivemos com a triste realidade dos baixos salários. 8

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