Degradação dos elementos que integram a infra-estrutura viária

Ensaios

Degradação dos elementos que integram a infra-estrutura viária DRENAGEM URBANA DRENAGEM URBANA (Introduçao) Por definição Saneamento Básico é um serviço público que compreende os sistemas de abastecimento d’água, de esgotos sanitários, de drenagem de águas pluviais e de coleta de lixo. Os sistemas de drenagem são classificados de acordo com suas dimensões, em sistemas de microdrenagem, também denominados de sistemas iniciais de drenagem, e de macrodrenagem.

A das águas superficiai 10 do oleta e afastamento s de pequenas ema todos os e médias galerias, faz do al omponentes do pro A macrodrenagem inclui, além da microdrenagem, as galerias de grande porte ( D ,5m ) e os corpos receptores tais como canais e rios canalizados. DRENAGEM URBANA (Terminologia) Greide É uma linha do perfil correspondente ao eixo longitudinal da superfície livre da via pública Guia Também conhecida como meio-fio, é a faixa longitudinal de separação do passeio com o leito viário, constituindo -se geralmente de peças de granito argamassadas.

Sargeta É o canal longitudinal, em geral triangular, situado entre encontros dos leitos viários das vias públicas, destinados a onectar sarjetas ou encaminhar efluentes destas para os pontos de coleta. Bocas coletoras Também denominadas de bocas de lobo, são estruturas hidráulicas para captação das águas superficiais transportadas pelas sarjetas e sarjetões; em geral situam-se sob o passeio ou sob a sarjeta.

Galerias São condutos destinados ao transporte das águas captadas nas bocas coletoras até os pontos de lançamento; tecnicamente denominada de galerias tendo em vista serem construídas com diâmetro mínimo de 400mm. Condutos de ligação Também denominados de tubulações de igação, são destinados ao transporte da água coletada nas bocas coletoras até às galerias pluviais. Poços de visita São câmaras visitáveis situadas em pontos previamente determinados, destinadas a permitir a inspeção e limpeza dos condutos subterrâneos.

Trecho de galeria É a parte da galeria situada entre dois poços de visita consecutivos. Bacias de drenagem É a área contribuinte para a seção em estudo. Caixas de ligação Também denominadas de caixas mortas, são caixas de alvenaria subterrâneas não visitáveis, com finalidade de reunir condutos de ligação ou estes ? galeria. DRENAGEM URBANA (Terminolo ia Tempo de concentração É 10 po necessário para que de drenagem possa contribuir para a secção em estudo, durante uma precipitação torrencial.

Tempo de recorrência Intervalo de tempo (em anos) onde determinada chuva de projeto é igualada ou suplantada estatistlcamente; também conhecido como período de recorrência ou de retorno. Chuva intensa Precipitação com período de retorno de 100 anos. Chuva frequente Precipitação com período de retorno de até 10 anos. Chuva torrencial Precipitação uniforme sobre toda a bacia. Exercícios Definir Saneamento Básico. Classificar os sistemas de drenagem. Por que se diz que a guia é uma faixa longitudinal? Comparar sarjetas e sarjetões.

Por que as bocas coletoras são estruturas hidráulicas? Comparar galerias com condutos de ligação. Comparar poços de visita com caixas mortas. Quanto maior a bacia de drenagem maior o tempo de concentração? 9. Definir chuvas intensa, freqüente e torrencial em termos de tempo de recorrência. CHUVAS Introdução As águas de drenagem superficial são fundamentalmente originárias de precipitações pluviométricas cujos possíveis transtornos que seriam provocados por stes escoamentos, devem ser neutralizados pelos sistemas de drenagem pluviais ou esgotos pluviais.

As precipitações pluviométricas podem ocorrer tanto da forma mais comum conhecida como chuva, como em formas mais moderadas como neblinas, garoas ou geadas, ou mais violentas como acontece nos furacões, precipitações de scas, etc. No entanto nas precipitações de granizo, nevascas, etc. No entanto nas precipitações diferentes das chuvas comuns as providências coletivas ou públicas são de natureza específica para cada caso. Tipos de Chuva Chuvas convectivas São precipitações formadas ela ascensão das massas de ar quente da superffcie, carregadas de vapor d’água.

Ao subir o ar sofre resfriamento provocando a condensação do vapor de água presente e, consequentemente, a precipitação. São características deste tipo de precipitação a curta duração, alta intensidade, frequentes descargas elétricas e abrangência de pequenas áreas. Tipos de Chuva Chuvas orográficas São normalmente provocadas pelo deslocamento de camadas de ar úmido para cima devido a existência de elevação natural do terreno por longas extensões. Caracterizam-se pela longa duração e baixa intensidade, brangendo grandes áreas por várias horas continuamente e sem descargas elétricas.

Tipos de Chuva Chuvas frontais Originam-se do deslocamento de frentes frias ou quentes contra frentes contrárias termicamente, são mais fortes que as orográficas abrangendo, porém, como aquelas, grandes áreas, precipitando-se intermitentemente com breves intervalos de estiagem e com presença de violentas Medição de Chuva pluvlômetro Mais utilizado devido a simplicidade de suas instalações e operação, semdo facilmente encontrados, principalmente nas sedes municipais. Seus registros ão sempre fornecidos em milímetros por dia ou em milímetros por chuva. ornecidos em milímetros por dia ou em milímetros por chuva. Medição de Chuva pluvógrafo É mais encontrado nas estações meteorológicas propriamente ditas e registra a intensidade de precipitação, ou seja, a variação da altura de chuva com o tempo. Este aparelho registra em uma fita de papel em modelo apropriado, simultaneamente, a quantidade e a duração da precipitação. A sua operação, mais complicada e dispendiosa e o próprio custo de aquisição do aparelho, tornam seu uso restrito, embora seus resultados sejam bem mais importantes idrologicamente.

Intensidade de Chuva É a quantidade de chuva por unidade tempo para um período de recorrência e duração previstos. Sua determinação, em geral, é feita através de análise de curvas que relacionam intensidade/duraçáo/frequência, elaboradas a partir de dados pluviográficos anotados ao longo de vários anos de observações que antecedem ao período de determinação de cada chuva. Para localidades onde ainda não foi definida ou estudada a relação citada, o procedmento prático é adotar-se, com as devidas reservas, equações já determinadas para regiões imilares climatologicamente.

Equações de Chuva As equações de chuva, que são expressões empíricas das curvas intensidade/duração/frequência, apresentam-se normalmente nas seguintes formas: 1) i = a / ( t + b) 2) i = c/ tm 3) i = a . T n/ (t + i- intensidade média em milímetros por minutos ou milímetros por hora; t – tempo de – tempo de recorrência em anos; duração da chuva em minutos; a, b, c, d, e, m, ner- parâmetr duração da chuva em minutos; T – tempo de recorrência em anos; a, b, c, d, e, m, n e r – parâmetros definidos a partir das observações básicas para elaboração da equação.

Exemplos Brasileiros Precipitação acumulada e tempo de recorrência para a cidade de João Pessôa (PB) No gráfico ao lado podemos observar a precipitação acumulada, em 1 hora de duração, de 41, 48, 55 e 79 milímetros para as recorrências de 2, 5, IO e 100 anos respectivamente. Por que as águas de drenagem superficial são fundamentalmente originárias de chuvas? 2. Comparar chuvas convectivas, orográficas e frontais. 3. Por que as medições de chuva são necessárias? 4.

Por que os pluviógrafos são essencialmente instalados nas estações meteorológicas? 5. Explicar o uncionamento de um pluviômetro e de um pluviógrafo. 6. por que os equipamentos de medição de chuva devem manter uma certa distância dos obstáculos horizontais e verticais? 7. O que é intensidade de chuva? Como se determina? DEFLUVIO SUPERFICIAL DIRETO Generalidades Denomina-se defluvio superficial direto o volume de água que escoa da superfície de uma determinada área devido a ocorrência de uma chuva torrencial sobre aquela área.

A determinação precisa deste volume de égua acarretará, consequentemente, condições para que sejam projetadas obras dimensionadas adequadamente, alcançando- e os objetivos pretendidos com a implantação de qualquer sistema de drenagem indicado ara a área. Na presente aula nos restringiremos basica do de projetos de micro PAGF 10 presente aula nos restringiremos basicamente ao estudo de projetos de micro drenagem.

Determinação de Volume Medições diretas Aplicadas a cursos d’água perenes, como córregos e pequenos canais, sem utilização para micro drenagem b) Processos comparativos Idem c) Métodos analíticos Método do Hidrograma Unitário – obras > 100 ha Análise Estatística – obras > 2000 ha Método Racional – Será objeto de estudo mais detalhado seguir, por ser este o indicado para projetos de micro drenagem em geral.

DEFLÚVIO SUPERFICIAL DIRETO Método Racional O Método Racional relaciona axiomaticamente a precipitação com o deflúvio, considerando características da bacia, como área, permeabilidade, forma, declividade média, etc, sendo a vazão calculada pela seguinte expressão: Q = 166,67. C. Q – deflúvio superficial direto em litros por segundo; C coeficiente de deflúvio superficial direto; Cf – coeficiente de frequência i – intensidade média de chuva para a precipitação ocorrida durante o tempo de concentração da bacia em estudo, m milímetro por minuto; A – área da bacia de contribuição em hectares.

Tempo de Concentração Espaço de tempo decorrido desde o início da precipitação torrencial sobre a bacia até o instante em que toda esta bacia passa a contribuir para o escoamento. Tempo de Recorrência Os sistemas de micro-drenagem, em geral, são dimensionados para frequ cargas de 2, 5 ou 10 anos, descargas de 2, 5 ou 10 anos, de acordo com as características da ocupação da área que se quer beneficiar. ?baco para determinação do tempo de concentração Exemplo: para uma distância de 70 metros, com uma declividade média de 2,5%. e C = O o tempo de concentração é 25 minutos se C 90 0 tempo de concetração é de S minutos Q: 166,67. ) Coeficiente de Frequência ( Cf) Período de Retorno (anos) 2a 10 25 50 100 Coeficiente de Frequência -Cf 1,00 1,10 1,20 1,25 Coeficiente de Deflúvio Superficial Direto ( C ) Este coeficiente exprime a relação entre o volume de escoamento livre superficial e o total precipitado. ? por definição a grandeza, no método racional, que requer maior acuidade na sua determinação, tendo em vista o grande número de variáveis que influem no volume escoado, tais como infiltração, armazenamento, evaporação, etenção, etc, tornando necessariamente, uma adoção empírica do valor adequado. 166,67. C. Cf C.

Cf> -1 ) Coeficiente de Deflúvio ( C ) a) de acordo com o revestimento das superficies pavimentadas com concreto 0,95 asfaltadas em bom estado 0,95 asfaltadas e má conservadas pavimentadas com paralelepípedos rejuntados pavimentadas com paralelepípedos não rejuntados pavimentadas com pedras irre ulares sem rejuntamento 0,50 macadamizadas 0,60 enca a 0,85 a 0,70 a 0,85 0,75 0,80 a 0,85 a 0,70 a 0,85 0,75 a 0,85 0,50 a 0,70 0,40 a 0,25 a 0,15 166,67.

C . i. A Coeficiente de Deflúvio ( C) C. Cf> -1 ) de acordo com o revestimento das superfícies (terrenos livres e ajardlnados) 1) solos arenosos I = 7% 2) solos pesados = 7% 0,05 a 0,10 0,10 a 0,15 0,15 a 0,20 0,15 a 0,20 0,20 a 0,25 a 0,30 166,67. C. Cf. i.

A Coeficiente de Deflúvio ( C ) b) de acordo com a ocupação da área áreas centrais, densamente construídas, c/ ruas pavimentadas áreas adjacentes ao centro, com ruas pavimentadas áreas residenciais com casas isoladas áreas suburbanas pouco edificadas 0,70 a 0,90 0,50 a 0,70 0,25 a 0,50 0,10 a 0,20 Exemplo 1 Um determinado trecho de galeria deverá receber e escoar o eflúvio superficial oriundo de uma érea de 2,50 ha, banhada por uma chuva intensa e com um coeficiente de escoamento superficial igual a 0,40.

Se o tempo de concentração previsto para o início da precipitação é 16,6 minutos, calcular a vazão de jusante do mesmo sabendo-se que ae ua ao de chuva máxima local é dada pela expressão i abai = 2,50 ha C = i = DIRETO Exemplo 2 Encontrar um coeficiente de escoamento adequado para uma área de pequena inclinação, bem urbanizada, onde 22% corresponde a ruas asfaltadas e bem conservadas, 8% de passeios cimentados, 36% de pátios ajardinados e 34% de elhados cerâmicos. Que setor da área urbana parece ser este?

Solução: C 0,22 x 0,95 + 0,08 x 0,80 + 0,36 x 0,10 + 0,34 x 0,90 0,61 5 Assim, C = 0,62, o que equivale a área adjacente ao centro. 1. Definir deflúvio superficial direto. 2. Explicar comparatlvamente: a) medlçbes diretas; b) processos comparativos; c) métodos analíticos 3. Que são métodos analíticos de determinação de vazão? 4. Quais as vantagens e desvantagens de cada um dos métodos de determinação de deflúvio superficial: Método Racional, Método do Hidrograma Unitário e a Análise Estatística. 5.

Como seria a expressão para eterminação da vazão em m3/s pelo método racional, quando a intensidade for em mm/min? 6. Expor razões para que o tempo de concentração seja mais ou menos extenso. 7. O que é intensidade média de precipitação? Que erros podem ser cometidos na sua determinação? 8. Por que em microdrenagem o perno de retorno máximo é de 10 anos? 9. Comparar coeficiente de deflúvio com tempo de concentração. 10. O que é coeficiente de frequência e por que ele cresce com o período de retorno? Referência Bibliográfica www. dec. ufcg. edu. brvsaneamento UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE – PB

Post a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*