Elaboração de questionário para avaliar o índice de conhecimento de pré-adolescentes sobre os efeitos danosos do tabagismo abordados pelo programa preventivo saber saúde

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Elaboração de questionário para avaliar o índice de conhecimento de pré- adolescentes sobre os efeitos danosos do tabagismo abordados pelo programa preventivo saber saúde Premium ayferlins I Map 09, 2012 21 pages ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIO PARA AVALIAR O [NDICE DE CONHECIMENTO DE PRE-ADOLESCENTES SOBRE OS EFEITOS DANOSOS DO TABAGISMO ABORDADOS PELO PROGRAMA PREVENTIVO SABER SAUDE Fernanda Lins e Freitas Dra. Tânia Moron Sa fer. [email protected] com. UNESP – campus de RESUMO or21 to view next*ge ducação Atualmente o tabagismo apresenta-se como um dos maiores e mais graves problemas de saúde pública, relacionado a altos ?ndices de morbi-mortalidade. A precocidade da iniciação tabágica caracteriza a população pré-adolescente como altamente vulnerável aos veículos de propaganda da indústria de cigarros. Medidas e ações de caráter preventivo à exposição tabágica nas escolas vêm sendo desenvolvidas pelo governo brasileiro, porém são escassos os instrumentos que avaliam a eficiência de sua utilização.

O presente estudo pretende apresentar o processo de elaboração de um questionário previamente estruturado, objeto de um estudo piloto relativo à avaliação de conhecimentos de ré-adolescentes sobre os malefícios do tabaco, abordado como conteúdo pertinente do programa preventivo Saber Saúde. Doze alunos na faixa etária de 11 anos participaram deste estudo, semântica e adequação dos itens à população de pré- adolescentes.

Verificou-se a necessidade de substituição de algumas palavras desconhecidas pelos alunos; redução e modificação da questão na 3 devido a sua extensão; e alteração da ordem de apresentação das questões no 5 e 7. Palavras-chave: Prevenção Educativa; Tabagismo; Questionário. Trabalho enviado para Seleção de participação no IX Encontro de Pesquisa m Educação da Região Sudeste – Anpedinha 2009 Eixo Temático: Educação, Sociedade e Cultura Categoria: Comunicação Oral Concluído em 26. 02. 009 ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIO PARA AVALIAR O ÍNDICE DE CONHECIMENTO DE PRÉ-ADOLESCENTES SOBRE OS EFEITOS Dra. Tânia Moron Saes Braga fer. [email protected] com. br UNESP – Campus de Marília – Mestrado em Educação INTRODUÇÃO O tabagismo é, atualmente, um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo, sendo a maior causa isolada de adoecimento e morte evitável em todo o mundo. Soma-se a isso o fato de ser uma doença pediátrica em expansão, apesar das stimativas referentes à doença e morte se manifestarem entre adultos.

Cerca de 100. 000 jovens todos os dias começam a fumar, sendo que destes vivem em países em desenvolvimento. Além disso, sabe-se que 1 50 a 300 milhões de jovens fumantes irão morrer devido à comorbidades relacionadas à dependência tabágica (WORLD BANK, 1). PAGF 91 suscita quando se refere ao consumo de substâncias psicoativas, e tem mobilizado grandes esforços na produção de conhecimento a esse respeito.

Caracteriza-se como uma fase de diferenciação onde os jovens experienciam a possibilidade de se ornarem adultos por meio da aquisição de sua identidade sexual, da expressão de sentimentos conflitantes e de necessidades de aceitação social, auto-afirmação e independência individual, conferindo grande importância ao grupo de iguais (MARQUES; CRUZ, 2000; OLIVEIRA, 2007). A quase totalidade dos fumantes relata ter adquirido o hábito durante a fase da adolescência.

As estratégias de marketing veiculadas até os dias atuais associam o uso de cigarros a temas como modernidade, independência, estilo, sofisticação e boa forma (USSDHS, 1994). A indústria do cigarro se vale da nformação de que quanto mais precoce o início do consumo de cigarros, maior a dificuldade de se conseguir parar de fumar do que aquele que inicia o consumo na idade adulta (GRANERO; SÁNCHEZ, 2006).

O mais recente levantamento nacional sobre consumo de drogas psicotrópicas entre estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública realizado nas 27 capitais brasileiras (CEBRID, 2005) mostra que, em relação à faixa etária dos jovens pesquisados no estado de São Paulo, dentre as menores médias de idade para o primeiro uso ou experimentação de substância psicoativa destaca-se o tabaco, com 12,8 anos de idade. Desde 1989 0 governo brasileiro criou o Programa Nacional de Controle ao Tabagismo (PNCT), o qual desenvolve ações de controle à epidemia do tabagismo.

Tais ações estão agrupad o qual desenvolve ações de controle à epidemia do tabagismo. Tais ações estão agrupadas em: a)Açóes educativas de caráter preventivo (prevenção tabágica entre crianças e adolescentes) e; b)Açbes de promoção e apoio à cessação do háblto de fumar e conseqüente proteção ao não-fumante. Atualmente, existem pollticas e iniciativas legislativas, econômicas e de comunicação social que asseguram o controle do tabagismo em nosso país.

Por sua pertinência ao tema do presente estudo, serão abordadas apenas as ações educativas de caráter preventivo ao tabagismo, principalmente relativas à implantação de intervenções educativas previamente estruturadas nas escolas. Sob esta perspectiva destaca-se o Programa Saber Saúde, que prevê a inclusão de conteúdos, no currículo escolar, sobre os malefícios do tabaco e fatores de proteção à exposição tabágica, proporcionando melhores condições de vida saudável entre os jovens (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004). mportante lembrar que as ações propostas pelo Programa Saber Saúde encontram-se coerentes com os pressupostos nos quais se baseiam os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL 1998), atendendo ao requisito de inclusão do tema Saúde dentre os temas transversais propostos pelo MEC a constituir os currículos da totalidade das escolas brasileiras.

Além disso, vários autores defendem a importância de fatores como o conhecimento dos efeitos colaterais do fumar e a crença relativa à imagem social do tabaco influenciar o comportamento de escolha de adolescentes a se tornarem fumantes ou não. Destaque para o estudo de levantamento realizado em Portugal or Azevedo, Machado e ga 91 fumantes ou não.

Destaque para o estudo de levantamento realizado em Portugal por Azevedo, Machado e Barros (1999), os quais constataram tais evidências com adolescentes portugueses estudantes do ensino méd10 naquele pais. Sabe-se que o questionário é um importante instrumento cientifico e metodológico durante a etapa de coleta de dados, principalmente quando o objetivo da pesquisa é obter informações sobre os sujeitos de pesquisa, desde atitudes, fatos, conhecimento, crenças, dados demográficos e comportamentos passados elou futuros (GÜNTHER, 1999; COZBY, 2003).

Corroborando com a relevância do uso do questionário principalmente em pesquisas de levantamento (em que se pretende solicltar às pessoas que falem sobre si mesmas), Gil (1995) o define como: uma técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas etc. ” (GIL, 1995, pai 24).

Os diversos autores que tratam sobre esse assunto (OPPENHEIM, 1997; GIL, 1995; NOGUEIRA, 1977; OLIVEIRA, 1984) expõem as vantagens do questionário como instrumento de oleta de dados em pesquisa social: a)o baixo custo do processo de coleta; b)pouca ou nenhuma interferência do pesquisador devido a ausência de contato direto com os sujeitos; c)permite coletar um grande número de informações, mesmo que os informantes se encontrem dispersos em diferentes áreas geográficas; d)possibilita o anonimato das respostas.

Conhecer tais vantagens é de importância fundamental para o processo s 1 das respostas. processo de elaboração deste instrumento, pois exige do investigador sensibilidade e experiência ímpar. Segundo Günther (1999) e Pasquali (1999), o investigador deve atentar também ara a interdependência entre o processo de elaboração e a estratégia de aplicação, considerando a população alvo do estudo, o tamanho da amostra em questão, os conceitos abordados, o ambiente físico e o contexto sócio-cultural do local onde o instrumento deve ser aplicado.

Gil (1995) evidencia a relevância da discriminação dos objetivos específicos de uma pesquisa como pré-requisito fundamental para operacionallzar os itens do questionário. Depois de realizada esta etapa é que realmente se inicia o processo de construção das questões e alternativas componentes do questionário, ultifacetado em diferentes aspectos: formato, conteúdo, formulação, número e ordem ou sequenciação.

De acordo com o formato das questões, alguns as classificam em 2 subgrupos (OPPENHEIM, 1997; GUNTHER, 1999; NOGUEIRA, 1977; COZBY, 2003), enquanto outros as classificam em 3 (GIL, 1995; CHAGAS, 2000; LEITE, 1978), sendo: perguntas abertas, perguntas fechadas e perguntas dicotômcas (esta última também pode ser considerada pergunta fechada). Nas perguntas abertas não há alternativas para selecionar e os respondentes são solicitados a responderem com suas próprias palavras, sem restrições. Tais perguntas são recomendadas em pesquisas iniciais e exploratórias, onde não se conhece a variabilidade de respostas possíveis.

Também são bastante úteis quando se quer conhecer o que as PAGF variabilidade de respostas possíveis. Também são bastante úteis quando se quer conhecer o que as pessoas pensam e sua percepção da realidade, pois se caracteriza por serem mais abrangentes e esclarecedoras. porém, vale lembrar que perguntas abertas exigem maior tempo de resposta para o respondente e de análise para o investigador, uma vez que se torna necessário agrupar e categorizar as mais diversas respostas btidas na colega dos dados em itens a serem analisados posteriormente.

As perguntas fechadas, por sua vez, caracterizam-se por questões onde o número de respostas possíveis é reduzido a alternativas pré-determinadas pelo investigador, de antemão. Embora tais perguntas venham a consumir tempo e cuidado considerável por parte do pesquisador durante sua elaboração (principalmente ao evitar alternativas tendenciosas), este formato auxilia na aplicação e na rapidez do processo de responder.

As perguntas dicotômicas são também perguntas fechadas, porém apresentam apenas duas alternativas de resposta de caráter ipolar (sim/não, concordo/discordo etc), geralmente para mensurar questões de fato ou opiniões bem consolidadas (CHAGAS, 2000). De uma forma geral, a Ilteratura da área corrobora com a afirmação de que o conteúdo das respostas está diretamente relacionado à maneira como a pergunta é formulada, ou seja, é importante que as perguntas tenham o mesmo significado para o investigador e para o respondente, evitando possíveis erros de medida.

Leite (1978), Gil (1995), Chagas (2000), cozby (2003) e Günther (1999) destacam várias recomendações na formulação de questionários: a)as perguntas devem ser c PAGF 7 1999) destacam várias recomendações na formulação de questionários: a)as perguntas devem ser claras, precisas e diretas; b)deve-se evitar palavras sugestivas, ambíguas, negativas ou de sentido inexato; c)evitar perguntas pessoais e de caráter intimo; d)evitar referências a personalidades de destaque; e)no caso de perguntas fechadas, tentar esgotar todas as respostas junto às alternativas, incluindo até mesmo vias de escape (“outras respostas que não as citadas anteriormente”). Os autores da área fazem várias considerações a respeito do número e da ordem das perguntas pertinentes a um questionário ientifico. Para Gil (1995), quantificar o número de perguntas seria o mesmo que quantificar o interesse do respondente sobre o assunto, tarefa esta imposslVel; porém, o autor estabelece como regra geral que esse número não ultrapasse a 30 questões.

No que diz respeito à seqüência de perguntas, aconselha-se agrupar as questões que enfoquem o mesmo tema sob uma ordem lógica, sempre no sentido do mais geral para o mais específico ou pessoal (COZBY, 2003; CHAGAS, 2000; GÜNTHER, 1999; OPPENHEIM, 1997), como forma de garantir a motivação e atenção do respondente até o final da aplicação. Depois de selecionado o formato do questionário quanto ao conteúdo, formulação, número e ordem ou sequenciação de suas questões, deve-se realizar uma prova preliminar com representantes da população alvo, conhecida como pré-teste ou estudo piloto. Oppenheim (1997) acredita que esta etapa da pesquisa deve demandar muitas semanas de planejamento, leitura, formatação e pesquisas exploratórias. Já Nogueira (1977) e Gil (1995) afirma planejamento, leitura, formatação e pesquisas exploratórias.

Já Nogueira (1977) e Gil (1995) afirmam que este procedimento tem por finalidade evidenciar possíveis falhas em sua redação, ais como complexidade, imprecisão e redundância de itens, tornando-os desnecessários na composição do questionário. Chagas (2000) atenta para o fato de evitar desperdícios de tempo, dinheiro e credibilidade já na fase de aplicação, o que ocasionaria a inutilização do instrumento e perda das informações coletadas. OBJETIVO O objetivo deste artigo é apresentar o processo de elaboração de um questionário previamente estruturado, objeto de um estudo piloto relativo à avaliação do índice de conhecimento de pré-adolescentes sobre o tema tabagismo, baseados no conteúdo nformativo de prevenção ao tabagismo do Programa Saber Saúde.

METODOLOGIA O instrumento para avaliar o conhecimento dos alunos sobre o tema tabagismo constou de um questionário pré-elaborado contendo 10 questões estruturadas, com 5 alternativas de resposta para cada questão apresentada. A elaboração deste instrumento foi realizada pelas autoras do presente estudo e foi alvo de um estudo piloto em uma escola pública de uma cidade do interior paulista, com uma amostra de 12 alunos estudantes da 5a série do ensino fundamental. As questões que compunham o instrumento foram avaliadas por 3 juízes, os quais era rofessores que ministravam diferentes disciplinas para os alunos em questão. Tanto os alunos quanto os juízes que participaram do estudo piloto foram escolhidos de forma aleatória, por meio de sorteio. Aos juízes, foi solicitado que realizassem escolhidos de forma aleatória, por meio de sorteio.

Aos juízes, foi solicitado que realizassem uma avaliação por escrito, atentando para a adequação e para o grau de dificuldade dos itens componentes do instrumento quando apresentados para crianças de 11 anos de idade, quanto à linguagem utilizada e ao formato dos itens em questão (incluindo análise semântica dos tens, conforme preconizado por PASQUALI, 1999). Entre os juízes escolhidos, um era professor de ciências biológicas, outro era professor de língua portuguesa e o terceiro, professor de artes. Dentre os 12 alunos do estudo piloto, estes eram compostos por 6 meninos e 6 meninas. A cada um destes participantes foi solicitado responder ao instrumento em questão individualmente, em uma sala pequena e confortável, longe de ruídos.

O aluno foi instruído pela investigadora para relatar suas dúvidas quanto ? incompreensão de palavras ou termos existentes em cada questão do instrumento, e não quanto ao conteúdo abordado pelo mesmo. A pesquisadora registrou as dúvidas e dificuldades relatadas, além de registrar também o tempo gasto por cada aluno para responder todo o questionário. A elaboração deste instrumento teve como última finalidade abordar os conteúdos relativos ao conhecimento dos alunos sobre malefícios do tabaco para a saúde e para o meio ambiente, baseados na Cartilha do Programa Saber Saúde — Prevenção do Tabagismo e outros fatores de Risco de Câncer (MINISTÉRIO DA SAUDE, 2004). DESENVOLVIMENTO O tempo médio aproximado gasto pela amostra de alunos do estudo piloto para responder ao instrumento de avaliação de conhecimento foi de 13

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