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Pnse Premium gy EllenTurner1991 cg, 2012 19 gages Parque Natural da Serra da Estrela 1993 metros de elevada riqueza 2 índice Introdução –3 Breve caracterização-— S Aspectos culturais-——— Biodiversidade-— — Fauna—— — geológica—— Geoss Propostas—— Conclusão„—————— Bibliografia. 3 Introdução 7 Flora- orig to view erra da O património geológico pode trazer bastantes benefícios a uma região, desde que este seja aproveitado como sustentabilidade, quer em termos ambientais e económicos, por isso todas as regiões que possuem um vasto património geológico devem postar na sua conservação, mas para que haja uma conservação eficiente da maioria do património, há a necessidade de se conhecer bem todo o território e de haver uma inventariação de todos os elementos existentes bem como da classificação dos elementos tendo um conta aspectos geológicos, geográficos, biológicos, culturais, económicos…

Neste trabalho pretendemos fazer uma pequena inventariação do património geológico todo património existente seja conservado. 4 Parque Natural da Serra da Estrela O parque natural da Serra da Estrela (PNSE) foi criado em 1976 e estende-se numa área de 101060 hectares, distribuindo-se or 6 concelhos – Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia, sendo a mais extensa área protegida de Portugal e é onde se situa o ponto mais alto de Portugal continental – 1 993 metros de altitude.

Breve caracterização do PNSE Localizado na Serra da Estrela, o Parque Natural da Serra da Estrela cobre uma parte considerável desta montanha, a mais alta de Portugal Continental, atingindo 1993 metros no Alto da Torre (Malhão Grosso). A Serra incluída na Cordilheira Central Ibérica, nos sistemas montanhosos mais a ocidente, integra um conjunto de ecossistemas singulares face as suas aracterísticas geológicas, orográficas e ecológicas que lhe conferem uma beleza rara de interesse nacional, contendo paisagens em harmonia com a actividade humana. ossuidor de um vasto património não só cultural, histórico e ecológico como também geológico. Este último, considerado uma parte fundamental do património natural, é constituído por locais ou objectos geológicos que testemunham de certa forma a evolução do planeta e que por isso devem ser valorizados e protegidos – um dos principais objectivos do ordenamento do território. Dos vários tipos de património geológico (mineralógico, aleontológico, geomorfológico… ) o parque destaca-se sobretudo na geomorfologia onde as geoformas (ex. ale glaciário do Zêzere) têm não só valor científico, como também estético, cultural e socioeconómico, tendo este parque um forte valor turístico. Para proteger estes valores patrimoniais é nec ento do conheci forte valor turístico. Para proteger estes valores patrimoniais é necessário o aumento do conhecimento científico sobre o parque. Contribui aqui o inventário de geossítios que serve de impulso para a gestão e ordenamento do território, sensibilização e educação da população

Clima O Parque natural da Serra da Estrela possui um clima temperado de montanha, com verões frescos e invernos muito frios com ocorrência de queda de neve que pode ser intensa, sobretudo entre os meses de Outubro e Maio. Contudo, é comum encontrarmos diferenças de temperatura significativas dentro do parque havendo éreas em que as temperaturas são relativamente amenas, enquanto, que em outras áreas temos um frio intenso com temperaturas negativas.

Aspectos culturais Em termos culturais o PNSE conserva sinais de civilizações que habitaram a área, como vestígios da romanização que é o aso de pontes e estradas, a introdução da telha e do arado de madeira na agricultura, bem como a influência árabe no cultivo dos pomares, nos sistemas de rega e nas técnicas de tecelagem e ainda temos a influência judaica no desenvolvimento dos mercados e das feiras regionais. Na actualidade a gastronomia da serra da estrela tem sido uma referência para a região, sendo conhecido fora de fronteiras o queijo da serra da estrela, o mel da serra da estrela, e as castanhas.

Contudo, não só a gastronomia é uma referência da área, temos também uma enorme amostra de actividades de lã existentes desde de sempre, bem como cão da erra da estrela. Assim sendo a região do par ue da serra da estrela caracteriza- se sobretudo pela interve principalmente nos PAGF Ig domínios da agricultura e pastorícia que provocaram várias transformações que contribuíram para a mudança da paisagem e do habitat existente no parque. Cáo da Serra da Estrela Mel e queijo da Serra da Estrela Vest[gios da civilização romana no PNSE 7 Biodiversidade A situação geográfica e carácter único da serra possibilitam o isolamento reprodutor da fauna e da flora que leva ? diferenciação de populações em espécies, subespécies e variedades. Também ela encontra-se coberta por mosaicos de matos, prados, lagoas, cursos de água, fornecendo habitats que garantem a diversidade ao nivel da flora e da fauna. Flora “Majestosa montanha que alberga um valioso coberto vegetal, constituindo a “jóia da coroa” do património ecológico do interior de Portugal. (Guia Geobotânico da Serra da Estrela, de Jan Jansen) A diferenciação acaba por tornar-se mais evidente na flora pelo que mereceu em 1993, o estatuto de Reserva Biogenética pelo Conselho Europeu. A elevada altitude da serra condiciona e influencia a vegetação de uma forma determinante onstituindo assim um local único em Portugal, sobretudo quando se refere à flora e à vegetação orófila. É possivel distinguir 3 andares bioclimáticos: basal (até aos 900 metros), intermédio (1400-1500 metros) e superior (acima dos 1600 metros). Fie. : Andares bioclimátic PAGFd Ig Geobotânico da Serra da caracteriza-se pelos carvalhais húmidos, bétulas espontâneas de origem atlântica, gilbardeiras, estevas e urzes nas zonas de influência mediterrânica. Os castinçais de Manteigas, o pastoreio e actividade florestal e cerealifera marcam este patamar assim como a introdução de espécies exóticas que têm limitado o rescimento da vegetação potencial. No andar superior, já com um solo pouco espesso, dominam os piornos, zimbros, cervunais, comunidades ripículas e lacustres, pequenas lagoas e charcos temporários que suportam uma grande biodiversidade. ? neste patamar que se reconhece a vegetação mais rica e interessante da serra com espécies raras e de distribuição localizada. Fauna Graças às características da serra é possível encontrar-se uma população única no mundo de uma subespécie de lagartixa- de-montanha restrita a uma pequena área do planalto central. Não só as características naturais do parque mas também as ctividades humanas possibilitaram a criação de ecossistemas. São exemplo, as searas de centeio em altitude que servem de habitat para diversas espécies como a lebre, tartaranhão caçador, perdiz, cotovia e outros passeriformes.

Também as minas extractivas, alvo de exploração do volfrâmio na Segunda Grande Guerra Mundial, são outro exemplo de habitat criado pelo homem que servem de abrigo para diversas espécies de morcegos cavernícolas, como também flora de ambientes húmidos e sombrios. A Serra da Estrela apresenta ainda vastos espaços silvestres, acolhendo diversas espécies de mam(feros omo a gineta, o gato-bravo, o texugo, javali e o lobo. Estes espaços apresentam-se também como habitats potenciais para cervídeos.

Nos principais rios – Zêzere, Mondego e Alva – e muitos dos seus afluentes preserva-se u dos seus afluentes preserva-se uma galeria ripícola e água com boa qualidade, suportando espécies exigentes como a toupeira de água, a lontra e a truta indígena. Esta por sua vez constitui a espécie de maior interesse piscatório e consequentemente a que possui maior interesse economico. A avifauna acaba por ser o grupo mais representativo de vertebrados do parque e o que epresenta mais diversidade. Cerca de 61 espécies são protegidas a nível nacional e europeu.

Antes de caracterizar a geodiversidade existente no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) devemos em primeiro lugar definir o significado de geodlversidade e como a geologia e a geomorfologia são importantes para o estudo da geodiversidade A geodiversidade caracteriza se pela “variedade de ambientes geológicos, fenómenos e processos activos que dao origem a paisagens, rochas, minerais, fosseis, solos e outros depósitos superficiais que são o suporte para a vida na Terra” (PERREIRA, D. ;BRILHA, J. PERREIRA P. , isto é, todos os elementos geológicos existentes no planeta Terra e que têm alguma importância para a existência da mesma. A geodiversidade de um pais pode trazer riqueza a esse mesmo pais, por isso não deve ser negligenciada a sua importância, a valorização e salvaguardada da geodiversidade (património geológico, elementos paleontológico e geomorfológicos) devem ser fomentados (GARCIA, C. ; FIGUEIRA, R. ) para se poder maximizar as externalidades positivas resultantes da existência de uma geodiversidade com interesse cientifico, cultural ou turístico. Caracterização Geológica

Em termos geológico, o PNSE possui diversos tipos de depósitos sedimentares que variam de acor termos geológico, o PNSE possui diversos tipos de depósitos sedimentares que variam de acordo com o relevo e altitude a que se encontram, as rochas aí existentes são maioritariamente graníticas. Depósitos de cobertura São todos os sedimentos que são depositados e que cobrem bastantes localidades, mesmo existindo em grandes extensão a sua espessura e na maioria dos casos reduzida. Podem ser considerados três tipos de depósitos de cobertura: depósitos glaciares e fluvioglaciárias, aluviões e epósitos arcósico-argilosos.

Depósitos glaciares e fluvioglaciárias São resultado das glaciações que foram transportados pela acção erosiva do gelo sobre as rochas, em algumas situações o degelo leva a formação de cursos fluviais, nestas situações as rochas/ sedmentos passam a ser erodidos pela acção da água mas desta vez no estado liquido. Aluviões Os aluviões são depósitos de sedimentos (areias, cascalhos elou lama) formados por um sistema fluvial no leito e nas margens da drenagem e nas planícies de inundação, na Serra da Estrela a maioria das areias e s cascalhos são resultantes da degradação de granitos e xistos.

Depósitos arcósico-argilosos Estes depósitos já cobriram grandes extensões da Meseta Ibérica, mas actualmente só existem algumas regiões onde a formação deste tipo de depósito possa ser estudado, junto à povoação de Maceira este tlpo de depósito sedimentar está presente numa grande extensão. Complexo xistograuváquico É correspondente ao sector sudoeste do Parque e caracteriza-se pela enorme mancha de rochas metassedementares. Neste completo existe uma alternância entre rochas xistosas e rochas grauvaques.

Este tipo de alternância entre xistos e grauvaques levou a formação de turbiditos de Malpica do Tejo, forma alternância entre xistos e grauvaques levou a formação de turbiditos de Malpica do Tejo, formação do Rosmaninhal e do complexo gnaisse-migmatítico, que corresponde à área onde os xistos já foram bastante meteorizados levando há formação de rochas ígneas, devido à elevada pressão e temperaturas que as rochas metassedementares sofreram.

Granitóides hercínicos Estas regiões caracterizam-se por granitóides com uma pequena diferença de idades, sendo principalmente ochas magmáticas plutónicas, no PNSE existem diversos tipos de granitos que variam em termos da sua composição mineralógica, granulometria, texturas e aspectos especificos das rochas.

Estas variações pode levar a classificação de diversos tipos granitos, sendo dado o nome aos granltos das localidades geográficas onde estes tipos de granitos estou mais presentes, no PNSE podemos destacar os granitos: Cl Celorico da Beira – granito de duas micas, porfiróide e de grão médio O Estrela – granito moscovítico e de grão médio Cl Curral de Vento – muito semelhante os granito de Celorico da Beira mas com megacristais uito espaçados D Pedrice – granito de duas micas, tendência porfiróide e de grão fino C] Covilhã – granito de duas micas, de grão médio e de tendência porfiróide C] Seia – granito biotítico, com alguma moscovite, de tendência porfiróide e grão grosseiro Covão do Curral – granito biotítico, de tendência porfiróide e de grão fino Cl Manteigas — granito biotítico, de textura e composição uniforme e com grão médio Mizarela – granito biotítico, porfiróide e de grão médio Cl Mesquitela – granito com duas micas e de grão médio 10 Fonte : Guia Geológico e Geomorfológico do PNSE Massa e filões As rochas filonianas, isto é, “Rocha magmática que tanto pode oco Geomorfológico do PNSE tanto pode ocorrer em filões concordantes como dlscordantes relativamente às rochas encaixantes. Segundo alguns autores, as rochas filonianas representam, de certo modo, a transição entre as rochas vulcânicas e as rochas plutónicas. ” (rocha filoniana. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-04-13]. Disponível na ww. nr.. NO PNSE existem diversos tipos de filões mas devemos destacar os filões apliticos e pegmatíticos, de rochas básicas e de quartzo. Filões aplíticos e pegmatíticos – instalam-se nas fracturas preexistentes nos granitos e nas rochas metassidementares, caracterizam-se pela composição granítica, variando entre rochas de cor clara e grão fino e aplitos, estes minerais têm uma elevada aplicação na indústria da cerâmica. Filões de rochas básicas – caracterizam- se pela sua cor escura e por grão muito fino, correspondendo na maioria das situações a doleritos. Filões de quartzo – ocorrem em grandes extensões, os filões de quartzo estão associados a exploração de estanho e volfrâmio.

Recursos geológicos Todos s elementos geológicos que são aproveitados pelo Homem, sendo principalmente utilizados, os materiais geológicos, com matéria-prima para a elaboração de outros materiais, no PNSE destacaram-se ou destacam-se a exploração de: volfrâmio, argilas, cassiterite, feldspato e quartzo, se estivermos a referir os minerais das rochas, pois as próprias rochas são exploradas como material para a construção, destacando-se a exploração de granitos e de metassidementares. Os recursos hidrogeologicos são também aproveitados pelo Homem, quer seja na captação de águas de mesas ou na utiliz proveitados pelo Homem, quer seja na captação de águas de mesas ou na utilização das águas termais. 11 Geomorfologia da Serra da Estrela 12 As montanhas da Serra da Estrela têm uma orientação SW- NE, as altitudes mais elevadas localizam-se no lado Sudoeste, as altitudes diminuem gradualmente no lado Noroeste, o resto da serra é maioritariamente constituído por planaltos.

O relevo existente na Serra da Estrela deve-se, principalmente, a deslocações tectónicas e também aos grandes entalhes dos rios, os processos que levaram a formação da serra ocorreram há pelo menos 20 milhões de anos. A forma do terreno deve-se também a natureza das rochas existentes no solo e subsolo e as glaciações que ocorreram há 20 000 anos. Morfologia granítica leva a modelação do terreno provocada pela existência de inúmeras rochas graníticas, estas superfícies são planas estando separadas por vertentes abruptas, os cursos de água adaptam- se à morfologia do terreno, devido ao clima húmido os granitos desagregam-se com facilidade. Os granitos são constituídos por minerais de feldspato e quartzo e por mica branca… os feldspatos e os quartzos são bastante resistentes ao clima da Serra da Estrela e “problema” está nos outros constituintes dos granito, que mesmo sendo em menor numero, desagregam- se com facilidade, levando aos poucos á desagregação dos outros minerais, o granito que é uma rocha pouco permeável transforma-se em material arenoso, bastante permeável. Além da composição química dos granitos que favorece a sua desagregação física, a existência de um elevado número de falhas ou facturas nas rochas torna-a mais vulnerável a alterações químicas. Além da morfolo ia ranitica, as glaciações também são responsáveis pela geomo

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